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LEGIS.Lei Complementarrisco altovigente

Lei Complementar nº 224, de 2025

Publicação: 26/12/2025Vigência: 01/01/2026Nº: 224/2025
Análise

Impacto — resumo

A LC 224/2025 reduz em 10% os incentivos e benefícios tributários federais (PIS/Cofins, IRPJ/CSLL, IPI, II, contribuição previdenciária), estabelece metas de desempenho e prazo máximo de 5 anos para novos benefícios, limita o total de gastos tributários a 2% do PIB, institui responsabilidade solidária de terceiros em apostas de quota fixa irregulares, e ajusta alíquotas de CSLL e IRRF para setores financeiros e de apostas.

Impacto — detalhado

A Lei Complementar nº 224/2025 promove uma reforma estrutural na governança dos incentivos e benefícios tributários federais, com três eixos principais: (1) redução imediata de aproximadamente 10% no valor dos benefícios tributários federais vigentes, aplicável a PIS/Cofins, IRPJ/CSLL, IPI, II e contribuição previdenciária, implementada via elevação de alíquotas reduzidas, limitação de créditos presumidos, restrição de reduções de base de cálculo e acréscimo nos percentuais de presunção do lucro presumido (este último só sobre receita bruta acima de R$ 5 milhões/ano); (2) endurecimento das regras de concessão e prorrogação de benefícios, exigindo metas de desempenho objetivas, prazo máximo de 5 anos (prorrogável só para investimentos de longo prazo), avaliação periódica por órgão multidisciplinar, vedação de prorrogação quando metas não atingidas, e limite global de 2% do PIB para gastos tributários; (3) medidas pontuais como responsabilidade solidária de instituições financeiras e divulgadores de propaganda de apostas não autorizadas, e ajustes de alíquotas: CSLL de bancos sobe para 20%, instituições de pagamento e outras financeiras sobem escalonadamente para 15% ou 20%, IRRF sobre juros (hedge) sobe para 17,5%, e alteração na distribuição da arrecadação de loterias de apostas de quota fixa. A lei também altera a LRF (LC 101/2000) para exigir anexos de estimativas de renúncias e transparência, e a LC 105/2001 para permitir divulgação de beneficiários de incentivos fiscais.

Quem é afetado

Empresas de todos os portes que utilizam incentivos/benefícios tributários federais (PIS/Cofins, IRPJ/CSLL, IPI, II, contribuição previdenciária), especialmente setores químico (REIQ), farmacêutico, alimentício (créditos presumidos e alíquotas zero/reduzidas), empresas no lucro presumido com receita bruta acima de R$ 5 milhões/ano, instituições financeiras, de pagamento e seguradoras (majoração de CSLL), bancos (CSLL 20%), operadores de apostas de quota fixa e seus parceiros comerciais, e plataformas de mídia que veiculam propaganda de apostas não autorizadas.

O que fazer

1) Mapear todos os incentivos federais utilizados e recalcular a carga tributária com a redução de 10% (a partir do 4º mês após publicação ou 1º/1/2026); 2) Revisar sistemas fiscais e apuração de tributos para aplicar as novas regras de limitação de créditos e elevação de alíquotas; 3) Empresas no lucro presumido com receita >R$5M/ano devem ajustar a apuração com acréscimo de 10% nos percentuais de presunção sobre o excedente; 4) Instituições financeiras e de pagamento devem atualizar sistemas para novas alíquotas de CSLL (escalonamento 2027-2028); 5) Operadores de apostas e parceiros devem implementar controles para evitar transações com não autorizados e revisar contratos de publicidade; 6) Acompanhar a regulamentação do Poder Executivo prevista no art. 4º, §9º, que detalhará cada benefício reduzido.

Taxonomia

Tributos afetados

PISCOFINSIRPJCSLLIPIIIContribuição Previdenciária

Documentos afetados

EFD-ContribuiçõesEFD-IRPJDCTFSPED

UFs afetadas

Nacional
Relações

Decorre de

Nenhuma norma anterior identificada

Relações entre normas

Altera

Lei Complementar 101/2000análiseLei Complementar 105/2001análiseLei Complementar 215/2025análiseLei Ordinária 7689/1988análiseLei Ordinária 9249/1995análiseLei Ordinária 13756/2018análiseLei Ordinária 8137/1990análise

Implementado por

Nenhum desdobramento identificado

Prazos e Timeline

Prazos

obrigatório
Redução de 10% dos incentivos e benefícios tributários para tributos sujeitos à noventena (art. 150, III, 'c' da CF) — entra em vigor no primeiro dia do 4º mês após a publicaçãoaté 01/04/2026
obrigatório
Aumento da CSLL e nova distribuição da arrecadação de loterias de apostas — entra em vigor no primeiro dia do 4º mês após a publicaçãoaté 01/04/2026
obrigatório
Demais dispositivos da LC 224/2025 (IRPJ/CSLL, II, regras de governança, responsabilidade solidária) — entra em vigor em 1º de janeiro de 2026até 01/01/2026
obrigatório
CSLL de instituições de pagamento e outras financeiras: 12% até 31/12/2027, depois 15% a partir de 1º/1/2028até 01/01/2028
obrigatório
CSLL de pessoas jurídicas referidas no inciso IV do §1º do art. 1º da LC 105/2001 e capitalização: 17,5% até 31/12/2027, depois 20% a partir de 1º/1/2028até 01/01/2028
obrigatório
Destinação da arrecadação de loterias de apostas de quota fixa: em 2026, 87% para custeio do agente operador e 1% para seguridade socialaté 01/01/2026
obrigatório
Destinação da arrecadação de loterias de apostas de quota fixa: em 2027, 86% para custeio do agente operador e 2% para seguridade socialaté 01/01/2027
obrigatório
Destinação da arrecadação de loterias: a partir de 2028, padrão definitivo de 85% para custeio do agente operador e 3% para seguridade socialaté 01/01/2028
obrigatório
Limite de 2% do PIB para gastos tributários — veda concessão, ampliação ou prorrogação de benefícios acima deste limite
obrigatório
Prazo máximo de 5 anos para vigência de novos benefícios tributários (prorrogável para investimentos de longo prazo, com avaliação a cada 5 anos)

Timeline

Publicação26/12/2025

Publicação da LC 224/2025 no Diário Oficial da União

Início de vigência26/12/2025

A lei entra em vigor na data de publicação (art. 14, caput)

Início de vigência01/01/2026

Produção de efeitos dos dispositivos não sujeitos à noventena (art. 14, III) — IRPJ/CSLL, II, regras de governança, responsabilidade solidária

Início de vigência01/04/2026

Produção de efeitos dos dispositivos sujeitos à noventena (art. 14, I) — redução de benefícios de PIS/Cofins, IPI, contribuição previdenciária e alterações dos arts. 7º e 9º

Texto Integral
Presidência da República Casa Civil Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 224, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2025 Mensagem de veto Produção de efeitos (Vide Decreto nº 12.808, de 2025) Vigência Dispõe sobre a redução e os critérios de concessão de incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira ou creditícia concedidos exclusivamente no âmbito da União; estabelece a responsabilidade solidária de terceiros pelo recolhimento de tributos incidentes sobre a exploração de apostas de quota fixa; e altera as Leis Complementares nºs 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), 105, de 10 de janeiro de 2001, e 215, de 21 de março de 2025, e as Leis nºs 7.689, de 15 de dezembro de 1988, 9.249, de 26 de dezembro de 1995, 13.756, de 12 de dezembro de 2018, e 8.137, de 27 de dezembro de 1990. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: CAPÍTULO i DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Esta Lei Complementar dispõe sobre a redução e os critérios de concessão de incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira ou creditícia concedidos exclusivamente no âmbito da União e estabelece a responsabilidade solidária de terceiros pelo recolhimento de tributos incidentes sobre a exploração de apostas de quota fixa, bem como altera as Leis Complementares nºs 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), 105, de 10 de janeiro de 2001 , e 215, de 21 de março de 2025 , e as Leis nºs 7.689, de 15 de dezembro de 1988 , 9.249, de 26 de dezembro de 1995 , 13.756, de 12 de dezembro de 2018 , e 8.137, de 27 de dezembro de 1990. CAPÍTULO II DOS CRITÉRIOS, OBJETIVOS, METAS DE DESEMPENHO, REGRAS DE AVALIAÇÃO E PROCEDIMENTOS PARA A CONCESSÃO E A ALTERAÇÃO DE INCENTIVO OU BENEFÍCIO DE NATUREZA TRIBUTÁRIA, FINANCEIRA OU CREDITÍCIA Art. 2º A Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 5º ...................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. IV - conterá a estimativa global de incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira e creditícia e para pessoas físicas e jurídicas; e V - conterá, em anexo, a estimativa das despesas financeiras e das despesas primárias obrigatórias e discricionárias, no exercício de sua elaboração e para os 2 (dois) exercícios subsequentes. ............................................................................................................................................................. § 8º As estimativas de que trata o inciso IV do caput deste artigo serão organizadas em anexos específicos com estimativa das renúncias no exercício de referência e nos 2 (dois) exercícios subsequentes.” (NR) “ Art. 14 . A concessão, ampliação ou prorrogação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos 2 (dois) exercícios subsequentes e atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos 1 (uma) das seguintes condições: ..................................................................................................................................................... ” (NR) “ Art. 14-A . A proposição legislativa que trate de concessão, ampliação ou prorrogação de qualquer incentivo ou benefício de natureza tributária que implique renúncia de receita e cujo beneficiário seja pessoa jurídica deverá estar acompanhada de: I - estimativa de quantitativo de beneficiários; II - prazo de vigência, que não poderá ser superior a 5 (cinco) anos; III - metas de desempenho, que deverão ser objetivas e quantificáveis, em dimensões econômicas, sociais e ambientais; IV - impacto previsto na redução das desigualdades regionais, se for o caso; e V - mecanismos de transparência e de monitoramento e avaliação de resultados em relação às metas de que trata o inciso III deste caput . § 1º O prazo de que trata o inciso II do caput poderá ser superior a 5 (cinco) anos na hipótese de benefícios tributários associados a investimentos de longo prazo, nos termos estabelecidos em regulamento e desde que a proposição legislativa esteja acompanhada de estimativa dos investimentos durante o período em que vigorar o benefício, sem prejuízo de outras metas previstas na forma do inciso III do caput deste artigo. § 2º É vedada a prorrogação de benefícios tributários cujas metas de resultados definidas na forma do inciso III do caput deste artigo não tenham sido atingidas ou cuja avaliação de resultados não tenha sido realizada. § 3º Na hipótese de que trata o § 1º deste artigo, a vigência do benefício tributário fica condicionada à realização periódica de avaliação e ao atingimento de metas de resultados definidas na forma do inciso III do caput deste artigo, a cada 5 (cinco) anos. § 4º A avaliação de resultados em relação às metas de que trata o inciso III do caput deste artigo será realizada por órgão do Poder Executivo multidisciplinar e especializado no monitoramento e avaliação de políticas públicas, nos termos de regulamento. § 5º O disposto neste artigo: I - aplica-se também a proposição legislativa que conceda diferimento de tributos, ressalvado o diferimento que implique postergação do pagamento do tributo: a) por prazo igual ou inferior a 60 (sessenta) meses, para pagamento de forma parcelada, contado daquele em que seria devido o tributo; ou b) que, mesmo que concedido por prazo superior ao previsto na alínea “a” deste inciso, abranja a totalidade dos contribuintes de determinada região e seja destinado ao combate aos efeitos de situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos na forma da legislação; e II - não se aplica às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I , II , IV e V do caput do art. 153 da Constituição Federal, na forma do § 1º do referido artigo.” “ Art. 26-A . (VETADO).” “Art. 48. ..................................................................................................................................... § 1º ........................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. IV - divulgação no Portal de Transparência, em formato aberto e padronizado, de dados atualizados sobre benefícios de natureza tributária, financeira e creditícia concedidos. ..................................................................................................................................................... ” (NR) Art. 3º O § 3º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001 , passa a vigorar acrescido do seguinte inciso VIII: “Art. 1º ...................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. § 3º ........................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. VIII - a prestação ou publicação de informações relativas à identificação dos beneficiários pessoas jurídicas e dos valores aproveitados na concessão de incentivo ou benefício de natureza tributária, financeira ou creditícia que implique diminuição de receita ou aumento de despesa. ..................................................................................................................................................... ” (NR) CAPÍTULO III DA REDUÇÃO DOS INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FEDERAIS DE NATUREZA TRIBUTÁRIA Seção I Da Redução dos Incentivos e Benefícios Tributários Art. 4º Os incentivos e benefícios federais de natureza tributária são reduzidos na forma deste artigo. Produção de efeitos § 1º A redução a que se refere o caput deste artigo aplica-se aos incentivos e benefícios relativos aos seguintes tributos federais: I - Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Contribuição para o PIS/Pasep) e a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços (Contribuição para o PIS/Pasep-Importação); II - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior (Cofins-Importação); III - Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); IV - Imposto de Importação (II); V - Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); e VI - contribuição previdenciária do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada. § 2º O disposto neste artigo abrange os incentivos e benefícios tributários federais relativos aos tributos especificados no § 1º deste artigo: I - discriminados no demonstrativo de gastos tributários a que se refere o § 6º do art. 165 da Constituição Federal anexo à Lei Orçamentária Anual de 2026; ou II - instituídos por meio dos seguintes regimes: a) lucro presumido, previsto nos arts. 25 e 26 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; b) Regime Especial da Indústria Química (REIQ), dos termos dos arts. 56 , 57 , 57-A , 57-C e 57-D na Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005 , e dos §§ 15, 16 e 23 do art. 8º da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004; c) crédito presumido de IPI, previsto nas Leis nºs 9.363, de 13 de dezembro de 1996 , 10.276, de 10 de setembro de 2001 , e 9.440, de 14 de março de 1997 ; d) crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, inclusive na importação, previsto: 1. no art. 3º da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000; 2. no art. 8º da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004; 3. nos arts. 33 e 34 da Lei nº 12.058, de 13 de outubro de 2009; 4. nos arts. 55 e 56 da Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010; 5. nos arts. 5º e 6º da Lei nº 12.599, de 23 de março 2012; 6. no art. 15 da Lei nº 12.794, de 2 de abril de 2013; 7. no art. 31 da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013; 8. no art. 2º-A da Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023; e) redução a 0 (zero) das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, inclusive na importação, prevista no art. 1º da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004 ; e f) redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins prevista no art. 2º da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004. § 3º Para fins do disposto nesta Lei Complementar, considera-se sistema padrão de tributação: I - para o IRPJ e a CSLL, as normas que disciplinam a tributação pelo lucro real, sem aplicação de descontos ou benefícios tributários; II - para o IPI, as normas que estabelecem a aplicação das alíquotas constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), aprovada pelo Decreto nº 11.158, de 29 de julho de 2022 , desconsideradas reduções de qualquer natureza previstas nas Notas Complementares da Tipi; III - para a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins, as normas que estabelecem a aplicação sobre a receita das seguintes alíquotas, respectivamente: a) 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e 3% (três por cento), no regime de apuração cumulativa; ou b) 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), no regime de apuração não cumulativa; IV - para a Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e a Cofins-Importação, as normas que estabelecem a aplicação sobre a base de cálculo prevista no art. 7º da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, das seguintes alíquotas, respectivamente: a) 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), no caso de importação de serviços; ou b) 2,1% (dois inteiros e um décimo por cento) e 9,65% (nove inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), no caso de importação de bens; V - para o II, as normas que estabelecem a aplicação das alíquotas constantes da Tarifa Externa Comum (TEC) ou de alíquotas alteradas com fundamento no § 1º do art. 153 da Constituição Federal ; e VI - para a contribuição previdenciária do empregador, as normas que estabelecem como base de cálculo o total da remuneração paga ou creditada, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados, empresários, trabalhadores avulsos e autônomos prestadores de serviços. § 4º A redução dos incentivos e benefícios a que se refere este artigo será implementada cumulativamente, nos termos a seguir: I - isenção e alíquota 0 (zero): aplicação de alíquota correspondente a 10% (dez por cento) da alíquota do sistema padrão de tributação; II - alíquota reduzida: aplicação de alíquota correspondente à soma de 90% (noventa por cento) da alíquota reduzida e 10% (dez por cento) da alíquota do sistema padrão de tributação; III - redução de base de cálculo: aplicação de 90% (noventa por cento) da redução da base de cálculo prevista na legislação específica do benefício; IV - crédito financeiro ou tributário, incluído crédito presumido ou fictício: aproveitamento limitado a 90% (noventa por cento) do valor original do crédito, cancelando-se o valor não aproveitado; V - redução de tributo devido: aplicação de 90% (noventa por cento) da redução do tributo prevista na legislação específica do benefício; VI - regimes especiais ou favorecidos opcionais em que os tributos são cobrados como porcentagem da receita bruta: elevação em 10% (dez por cento) da porcentagem da receita bruta; e VII - regimes de tributação em que a base de cálculo seja presumida: acréscimo de 10% (dez por cento) nos percentuais de presunção. § 5º No caso do regime do lucro presumido, previsto nos arts. 25 e 26 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 , o acréscimo previsto no inciso VII do § 4º deste artigo somente se aplica aos percentuais de presunção incidentes sobre a parcela da receita bruta total que exceda o valor de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) no ano-calendário, aplicando-se: I - o limite proporcionalmente a cada período de apuração no ano, permitido o ajuste nos períodos seguintes; e II - o acréscimo proporcionalmente às receitas de cada uma das atividades. § 6º As alíquotas instituídas em substituição a isenções, nos termos do inciso I do § 4º deste artigo, não poderão ser alteradas pelo Poder Executivo com base no disposto no § 1º do art. 153 da Constituição Federal. § 7º A aplicação do disposto no inciso I do § 4º deste artigo não permite ao adquirente de bens e serviços a apropriação de créditos que, nos termos da legislação em vigor, seriam vedados em decorrência da isenção ou aplicação da alíquota 0 (zero). § 8º A redução dos incentivos e benefícios prevista no § 2º deste artigo não se aplica a: I - imunidades constitucionais; II - benefícios concedidos para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, relativos ao regime especial estabelecido nos termos do art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias , e nas áreas de livre comércio; III - alíquotas 0 (zero) concedidas aos produtos que compõem a Cesta Básica Nacional de Alimentos constantes do Anexo I e aos produtos constantes do Anexo XV, ambos da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025; IV - benefícios concedidos por prazo determinado a contribuintes que já tenham cumprido condição onerosa para sua fruição, considerando-se como condição onerosa exclusivamente investimento previsto em projeto aprovado pelo Poder Executivo federal até o dia 31 de dezembro de 2025; V - benefício fruído por pessoa jurídica sem fins lucrativos, nos termos das Leis nºs 9.790, de 23 de março de 1999 , e 9.637, de 15 de maio de 1998; VI - benefício estabelecido com base na alínea “d” do inciso III do caput e no § 1º do art. 146 da Constituição Federal; VII - benefícios tributários cuja lei concessiva preveja teto quantitativo global para a concessão, mediante prévia habilitação ou autorização administrativa para fruição do benefício; VIII - benefício concedido ao Programa Minha Casa, Minha Vida, previsto nas Leis nºs 11.977, de 7 de julho de 2009 , e 14.620, de 13 de julho de 2023; IX - benefício concedido ao Programa Universidade para Todos (Prouni), instituído pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005; X - alíquotas ad rem ; XI - compensações fiscais pela cessão de horário gratuito previstas no art. 50-E da Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995 (Lei dos Partidos Políticos), e no art. 99 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997 (Lei das Eleições); XII - a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), nos termos dos arts. 7º a 10 da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011 ; e XIII - benefícios relativos à política industrial para o setor de tecnologias da informação e comunicação e para o setor de semicondutores. § 9º O Poder Executivo federal regulamentará o disposto neste artigo, inclusive para orientar os contribuintes acerca de cada incentivo e benefício reduzidos. Seção II Da Limitação do Valor Total dos Incentivos e Benefícios Tributários Art. 5º Caso o valor total dos incentivos e benefícios tributários ultrapasse montante equivalente a 2% (dois por cento) do Produto Interno Bruto (PIB), fica vedada a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos e benefícios tributários. § 1º Para a apuração do limite de que trata o caput deste artigo, deverão ser utilizados: I - os valores discriminados no demonstrativo de gastos tributários a que se refere o § 6º do art. 165 da Constituição Federa l anexo à lei orçamentária anual e os relativos aos regimes referidos no inciso II do § 2º do art. 4º desta Lei Complementar, excluídos aqueles previstos no § 8º desse artigo; e II - a estimativa do PIB divulgada pelo Ministério da Fazenda no ano anterior ao ano de referência da lei orçamentária anual. § 2º Não se aplica a vedação prevista no caput deste artigo se a concessão, ampliação ou prorrogação estiver acompanhada de medidas de compensação, durante todo o período de vigência do incentivo ou benefício tributário, sem prejuízo do cumprimento das demais exigências da legislação orçamentária. CAPÍTULO IV DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA RELATIVA À EXPLORAÇÃO IRREGULAR DE APOSTAS DE QUOTA FIXA Art. 6º Respondem solidariamente com os contribuintes pelos tributos incidentes sobre a exploração de apostas de quota fixa e sobre o recebimento de prêmios líquidos delas decorrentes: I - as instituições financeiras e de pagamento e os instituidores de pagamento que, após comunicação formal e específica da autoridade federal competente, deixarem de adotar, nos termos e prazos regulamentares, medidas restritivas e permitirem transações, ou a elas derem curso, que tenham por finalidade a realização de apostas de quota fixa com pessoas jurídicas que não tenham recebido a autorização para exploração de apostas de quota fixa nos termos da legislação federal; II - as pessoas físicas ou jurídicas que divulgarem publicidade ou propaganda comercial de operadores de loteria de apostas de quota fixa não autorizados nos termos da legislação federal. Parágrafo único. O Ministério da Fazenda regulamentará o disposto neste artigo. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 7º O art. 3º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988 , passa a vigorar com a seguinte redação: Produção de efeitos “Art. 3º ...................................................................................................................................... I - 15% (quinze por cento), no caso das pessoas jurídicas de seguros privados e das referidas nos incisos II , III , V , VI , VII , IX e X do § 1º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001 ; ............................................................................................................................................................. II-A - 20% (vinte por cento), no caso das pessoas jurídicas referidas no inciso I do § 1º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001; II-B - no caso das instituições de pagamento, nos termos da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013 , e das pessoas jurídicas referidas nos incisos VIII , XI , XII e XIII do § 1º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001: a) 12% (doze por cento), até 31 de dezembro de 2027; e b) 15% (quinze por cento), a partir de 1º de janeiro de 2028; II-C - no caso das pessoas jurídicas referidas no inciso IV do § 1º do art. 1º da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001 , e das pessoas jurídicas de capitalização: a) 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), até 31 de dezembro de 2027; e b) 20% (vinte por cento), a partir de 1º de janeiro de 2028; ..................................................................................................................................................... ” (NR) Art. 8º O § 2º do art. 9º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 , passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 9º ...................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. § 2º Os juros ficarão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda na fonte à alíquota de 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento) na data do pagamento ou do crédito ao beneficiário. ..................................................................................................................................................... ” (NR) Art. 9º O art. 30 da Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018 , passa a vigorar com a seguinte redação: Produção de efeitos “Art. 30. ..................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. § 1º-A . Do produto da arrecadação após a dedução das importâncias de que tratam os incisos III e V do caput deste artigo, 85% (oitenta e cinco por cento) serão destinados à cobertura de despesas de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas de quota fixa e demais jogos de apostas, excetuadas as modalidades lotéricas previstas nesta Lei; 3% (três por cento) serão destinados à seguridade social, observado que metade desse percentual será destinado obrigatoriamente para ações de saúde e sem prejuízo da destinação prevista no inciso IV-A deste parágrafo; e 12% (doze por cento) terão as seguintes destinações: ............................................................................................................................................................. § 1º-E. Os percentuais de destinação do produto de arrecadação previstos no § 1º-A para a cobertura de despesas de custeio e manutenção do agente operador e para a seguridade social, sem prejuízo da destinação prevista no inciso IV-A do § 1º-A deste artigo, serão de, respectivamente: I - em 2026, 87% (oitenta e sete por cento) e 1% (um por cento); II - em 2027, 86% (oitenta e seis por cento) e 2% (dois por cento). ............................................................................................................................................................. § 9º A contribuição de que tratam o inciso IV-A e o caput do § 1º-A deste artigo será apurada e recolhida pelos agentes operadores, mensalmente, na forma estabelecida pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda, no exercício das atribuições de que trata o art. 2º da Lei nº 9.003, de 16 de março de 1995 . ..................................................................................................................................................... ” (NR) Art. 10. (VETADO). Art. 11. O caput do art. 12 da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990 , passa a vigorar acrescido do seguinte inciso IV: “Art. 12. ..................................................................................................................................... ............................................................................................................................................................. IV - ser o crime relacionado a bens alcançados pelas imunidades tributárias dispostas no inciso VI do caput do art. 150 da Constituição Federal. ” (NR) Art. 12. O disposto nesta Lei Complementar relativo aos requisitos para prorrogação de benefício que acarrete renúncia tributária não se aplica a eventual prorrogação de deduções do sistema de Tributação em Bases Universais (TBU). Art. 13. (VETADO). Art. 14. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação e produzirá efeitos: I - a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente ao de sua publicação, em relação: a) ao disposto no art. 4º , para os tributos que estejam sujeitos ao disposto na alínea “c” do inciso III do caput do art. 150 da Constituição Federal; e b) aos arts. 7º e 9º; II - (VETADO); e III - a partir de 1º de janeiro de 2026, em relação aos demais dispositivos. Brasília, 26 de dezembro de 2025; 204 o da Independência e 137 o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Simone Nassar Tebet Rui Costa dos Santos Este texto não substitui o publicado no DOU de 26.12.2025 - Edição extra *
Metadados
Assinatura26/12/2025
Vigência01/01/2026
Primeira coleta24/07/2026, 14:15
Última verificação24/07/2026, 18:12
ID internoLC-224-2025
Fontelegislativo
Análise gerada por IA com base no texto oficial. Não constitui orientação jurídica ou contábil. Confira sempre o documento original. Como funciona
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